Quantos investidores são sócios das 5 maiores do Ibovespa?

Quantos investidores pessoa física(que não são empresas) são sócios das 5 maiores empresas do Ibovespa atualmente? No site da bolsa de valores é disponibilizado no fim da página de cada empresa os números:

  • Itaú(ITUB3 e ITUB4): 108.853
  • Ambev(ABEV3): 52.816
  • Bradesco(BBDC3 e BBDC4): 322.668
  • Vale(VALE5 e VALE3): 111.613
  • Petrobras(PETR3 e PETR4): 288.509

É muito pouco. O país tem cerca de 207 milhões de brasileiros. Pegue como exemplo as maiores acima, cerca de 300 mil pessoas, e divida por 207 milhões, em porcentagem isso é cerca de 0,15% da população, ou, 1 investidor a cada 690 pessoas, arredonde para 1 a cada 700 para facilitar.

Acho que aí não deve contar fundos de investimento, mas mesmo se for 10 vezes maior que isso, é ainda quase ninguém. Para comparação, li uma vez uma pesquisa falando que nos EUA cerca de metade da população investe em ações de alguma forma.

E quantos investem em ETFs?

De acordo com o boletim mensal (maio/2017) da bolsa de valores a quantidade de investidores(acho que aí soma todos os tipos de investidores de todos os ETFs) é: 28.556 pessoas. Também é quase nada.

Conclusão triste e óbvia

Quase ninguém investe em ações ou ETFs no Brasil.

Ibovespa x DIVO11 x SMAL11

Performance dos ETFs e índice Ibovespa do começo do ano até agora(16 de junho):

  • Ibovespa: 2,32%
  • DIVO11(dividendos): 8,08%
  • SMAL11(small caps): 18,77%

O que está impedindo o Ibovespa de decolar esse ano? Não parece ser a crise(que aliás, aparentemente já está no fim) porque outros índices brasileiros subiram no período. Estou achando que são as commodities, os preços do petróleo, gás e minério de ferro têm caído nos últimos meses. Como algo em torno de um quarto a um terço do Ibovespa são empresas desses setores, o índice pode estar sendo prejudicado por essas quedas.

Múltiplos fundamentalistas de ETF estrangeiro para ver como está o Brasil

Um dos maiores ETFs estrangeiros que investem no Brasil, o MSCI Brazil, divulga de forma atualizada no site deles várias informações, entre elas múltiplos fundamentalistas do ETF. Não é exatamente o Ibovespa a metodologia do ETF, mas como é mais ou menos parecido acho que até que dá para usar como referência, como uma forma de ver se o mercado está caro ou barato. Os últimos dados são:

  • P/L: 12,57
  • P/VPA: 1,54
  • DY(dividend yield últimos 12 meses): 1,72%

Quais índices e preços acompanhar

Os mercados e índices mais importantes para acompanhar além do Ibovespa, na minha opinião, são:

  • Brasil – EWZ(não é índice, é um ETF que investe no Brasil, o iShares MSCI Brazil Index)
  • EUA – S&P 500 e Nasdaq
  • China – SSE Composite Index

Os preços(cotações):

  • Petróleo
  • Minério de ferro

Uma parte considerável dos movimentos do Ibovespa acontecem por causa de mudanças nesses índices e preços de commodities.

Se protegendo de quedas com puts(opções de venda) de ETFs

Opções é um assunto meio complicado. Vou tentar mostrar uma forma simples de se proteger de quedas do mercado com opções de venda, as puts. Não é uma recomendação, é só uma demonstração de que é possível fazer isso, se vale a pena ou não fazer isso fica a critério de cada um.

Quem compra opções de venda busca: se proteger da queda de alguma ação(ou índice) ou quer lucrar com a queda, já que elas se valorizam quando a queda ocorre. No Brasil ainda não existe muita liquidez para opções, só algumas ações como VALE5, PETR4, e de ETF, somente o BOVA11.

Em outros países existem opções com liquidez em muitas ações aí investidores conseguem proteger parcialmente ou completamente a carteira. No Brasil ainda não dá, e só tem opção de venda tipo europeia, que só pode ser exercida no dia do vencimento. Mas talvez uma forma de fazer essa proteção seja usando opções de venda(puts) do BOVA11.

Exemplo

Por exemplo, se o Ibovespa cair 10%, a carteira de ações provavelmente vai cair mais ou menos que 10%, mas se comprar um número de puts equivalente em valor que corresponda ao total da carteira, daria para ganhar esses 10%, e talvez até sair no lucro, e se não cair perde-se apenas o valor pago por elas, que custam algo em torno de 1% a 5% do valor do ETF no preço próximo ao valor negociado atual(ATM), dependendo da volatilidade atual(quanto maior, mais cara).

Como o BOVA11 está em torno de R$ 60 cada 10 contratos atualmente, por exemplo para proteger uma carteira de ações com R$ 6000 de patrimônio precisaria de 100 contratos de opções de venda para estar protegida(6000/60), supondo que o preço de cada put para o mês seguinte esteja uns R$ 0,75(uns 1,25% de R$ 60), seriam necessários R$ 75,00 (mais a corretagem) para proteger a carteira até o vencimento da opção, no exemplo, por um mês.

Se a corretagem for 10, então (75+10)/6000 foi um gasto de 1,41% do total para proteger a carteira de uma queda do índice até o vencimento. Se cair por exemplo 10%, de 60 para 54, a put te dá o direito de vender a 60 no dia do vencimento, para exercer o direito de venda seriam comprados 100 do BOVA11 a mercado(no caso 54) e venderia por 60 no mesmo dia. Se não cair nada ou subir você não é exercido, só perdeu os 85 (puts+corretagem).

No exemplo, se a carteira cair mais que o índice, vamos supor, cair 20%, você ganhou os 10% nas opções, então só perdeu 10%(mais o gasto com as opções e corretagens). Se cair menos que o índice você pode sair até no lucro, por exemplo a carteira caiu 5% mas o índice Ibovespa caiu 10%, você ganhou esses 10%, então acabou lucrando 5%(menos o gasto nas opções e corretagens).

Opções de venda são uma espécie de seguro contra queda. 

Você paga um prêmio e ela garante a você que você possa vender determinada ação (ou ETF) em um preço(strike) que você escolheu no dia do vencimento.

Opções são bem versáteis, são dezenas de estratégias possíveis, é bom estudar muito o assunto antes de fazer algo, tem bastante coisa sobre o assunto na internet e em livros.

ETFs: análise fundamentalista ou análise técnica?

Assim como em ações, é possível usar tanto análise fundamentalista quanto análise técnica em ETFs.

Análise fundamentalista

Alguns indicadores de análise fundamentalista podem ser usados em ETFs, e alguns gestores até disponibilizam esses valores, geralmente P/L, P/VPA e dividend yield. Por exemplo a iShares(BlackRock) disponibiliza valores nos relatórios no site deles a cada um tempo, no caso do BOVA11(maior ETF do Brasil que segue o Ibovespa) no relatório está:

  • Price to Earnings (TTM) Ratio: 12,90
  • Price to Book Ratio: 1,56

Então um P/L de 12,90 e um P/VPA de 1,56 no fim de abril de 2017, nos últimos 12 meses corridos(TTM). Como esse ETF segue o Ibovespa, é uma referência interessante para acompanhar se o mercado está “caro ou barato”. Dividend yield não mostra porque ETFs no Brasil ainda não pagam dividendos. O último que saiu foi em abril, não fala quanto está agora, não sei se atualizam todo mês, ou a cada alguns meses, de qualquer forma é alguma referência. É possível calcular manualmente, pegando os valores de cada empresa do índice colocando peso em cada indicador de acordo com a porcentagem da empresa no índice mas dá um trabalhão fazer isso, o ideal seria todos os gestores mostrarem esse valor atualizado todo dia para ter uma exatidão maior na análise, mas assim já ajuda.

ETF estrangeiro

Um dos maiores ETFs estrangeiros que investem no Brasil, o MSCI Brazil, divulga de forma atualizada no site deles várias informações, entre elas múltiplos fundamentalistas do ETF. Não é exatamente o Ibovespa a metodologia do ETF, mas como é mais ou menos parecido acho que até que dá para usar como referência, como uma forma de ver se o mercado está caro ou barato. Os últimos dados são:

  • P/L: 12,57
  • P/VPA: 1,54
  • DY(dividend yield últimos 12 meses): 1,72%

Análise técnica

Análise técnica também é possível, e aí vai do gosto de cada um. Existem dezenas de combinações possíveis de como analisar um ativo com esse tipo de análise. Geralmente os mais usados são médias móveis, IFR e MACD mas existem vários outros indicadores, osciladores e jeitos de analisar com os mais variados tempos gráficos(15m, 60m, diário, semanal, mensal, etc.). Eu pessoalmente acho mais prático usar análise técnica, antes eu achava que não funcionava muito mas com o tempo fui vendo que até que algumas coisas parecem funcionar (na maioria das vezes).

Qual escolher?

Claro que o ideal seria usar os dois e também analisar os fundamentos de todas as empresas que compõem o ETF, analisar o setor(ou setores), a economia do país e outros fatores que podem compor análises, vai do gosto, tempo e paciência de cada um.

Lista de tipos de ETFs

Existe ETF de tudo o que você imagina no mundo. Como são carteiras de ações, então várias metodologias podem ser usadas para criar um ETF. 

Pesquisando pela internet você encontra ETFs de(disponíveis no Brasil sinalizados com 🇧🇷):

  • Renda fixa(títulos do Tesouro) 🇧🇷*em breve
  • Debêntures (títulos de empresas)
  • Commodities (agrícolas, energia, metais, metais preciosos)
  • Moedas (dólar, real, euro, libra, yen, bitcoin)
  • Índices 🇧🇷
  • Gestão ativa(fundos de investimento em ações, multimercados e outros)
  • Hedge
  • Long/Short
  • Espectativas de inflação
  • Arbitragem
  • Por região (continentes, países)
  • Fundos imobiliários
  • Volatilidade
  • Liquidez 🇧🇷
  • Setoriais 🇧🇷
  • Risco (conservador, moderado, agressivo)
  • Tamanho (small cap 🇧🇷, mid cap, large cap)
  • Classes de ativos (crescimento, valor, misto)
  • Estilo (dividendos 🇧🇷, crescimento, baixo P/L, Beta alto, Beta baixo, volatilidade alta, volatilidade baixa, socialmente responsável e sustentabilidade 🇧🇷)
  • Inversos (o mesmo que vender, fazer short, em qualquer ativo)
  • Alavancados (alavancagem maior que um, por ex.: de 3x se subir 10% ele sobe 30%)

    São trilhões de dólares investidos em milhares de ETFs pelo mundo, no Brasil por enquanto só existem alguns tipos e alguns bilhões de reais investidos.

    Lote padrão mínimo de ETFs é 10

    Para negociar ações ou ETFs podem ser usadas duas formas, lote padrão ou fracionário. O lote padrão de ações é 100 ações, de ETFs é 10. Fracionário o mínimo é 1 em ambos os casos.

    Por exemplo, se o lote padrão de uma ação é R$ 50,00, o mínimo que você investiria no mercado à vista seria R$ 5.000,00 pois o lote é 100, no fracionário apenas R$ 50,00 para cada ação.

    ETF é parecido, o que muda é que o lote padrão mínimo é 10, no fracionário também é no mínimo 1. Então no exemplo acima, o investimento mínimo seria R$ 500,00 se usar o mercado à vista, no fracionário seria igual(R$ 50,00).

    É bom evitar mercado fracionário porque tem problema de liquidez, a diferença entre o valor pedido na compra e na venda costuma ser muito maior que o mercado à vista.

    Opções de ETFs também é 10

    O lote mínimo para opções(calls e puts) de ETFs também é 10. E qual a vantagem disso? A vantagem é que se você quiser negociar 20 opções ou 50 opções ou qualquer valor múltiplo de 10, por exemplo 150, 530, etc., você consegue em ETFs.

    Índice de Consumo(ICON) subiu 215% entre 2006 e 2017

    As empresas do Índice de Consumo, ICON, são empresas mais focadas na economia brasileira, no consumo interno. Entre outros pontos da metodologia, o principal é:

    Pertencer aos setores de consumo cíclico, consumo não cíclico e saúde

    Empresas desses setores continuaram crescendo e subindo nos últimos anos, apesar de tudo o que aconteceu no mundo e no país. Veja a rentabilidade:

    icongrafICON

    Mesmo com as quedas mais recentes ele está agora em torno de 3150, então arredonda aí para uns 215%. Ou, se investiu R$ 100 mil exatamente igual ao índice em 2006 e foi rebalanceando igual ao índice, estaria agora com R$ 315 mil. Foi uma rentabilidade muito boa, se vai se repetir no futuro ninguém sabe, pode melhorar ou piorar.

    Em se tratando de Brasil, eu acho esse índice impressionante(existem outros também com performance boa), aguentou vários períodos de crise muito graves, a de 2008 e a atual(que espero que esteja no fim), inflação, juros altos, desemprego, PIB caindo, crises políticas, etc. O índice aguentou tudo isso e continuou subindo.

    ETFs

    Existe ETF sendo negociado que siga esse índice? Atualmente, não. Pelo que pesquisei no passado existia um da iShares, CSMO11 mas parece que parou de ser negociado em algum momento, não encontrei muita coisa a respeito, talvez tenham desativado por falta de demanda do produto ou porque o SMAL11 é parecido, realmente não sei.

    Atualmente talvez o ETF que mais se pareça com o ICON seja o SMAL11, o índice de small caps, de empresas pequenas, que tem atualmente cerca de 50% da carteira em Consumo e algo em torno de 20% em utilidade pública(luz, água, saneamento) e o resto em outros setores. Apesar de parecido, os dados históricos mostram que esse ETF sofre um pouco mais em crises que o ICON, talvez por medo de investidores que empresas menores não consigam sobreviver às crises ou que elas são mais afetadas que as grandes, ou por outros motivos.

    Outros índices

    Existem vários outros índices, veja lá no site da bolsa de valores. No mesmo período, dos índices setoriais, o Índice Financeiro(IFNC) teve melhor performance, saindo de 2190,11 em 2006 e terminando maio de 2017 em 6733,48, rentabilidade de 207,45%, algo próximo ao ICON, esses foram os 2 melhores índices setoriais no período. No caso do IFNC existe um ETF que segue este índice sendo negociado, o FIND11.

    Commodities e Ibovespa

    Em outros posts já alertei que o problema do Ibovespa são as commodities(atualmente muito menos porque a maior parte do índice é composta pelo setor financeiro, mas commodities ainda afetam), como os preços delas estão subindo e descendo o tempo todo, isso prejudica o índice Ibovespa, aí quem vê de fora pensa que o país é ruim, que nosso mercado não sobe, etc. Você pode ver que os índices do setor financeiro e de consumo subiram muito nos últimos anos, ou seja, apesar de tudo, o Brasil continua indo até que bem, o problema está nas commodities que fazem o Ibovespa oscilar muito para cima ou para baixo. Se quiser entender melhor isso veja esse gráfico da performance do índice de materiais básicos, o índice de commodities, até hoje esse índice não recuperou o topo que alcançou antes da crise de 2008.

     

     

     

    Eventos que movem os preços

    Se tudo continuar mais ou menos igual a tendência dos preços é se manterem​ mais ou menos estáveis. Mas algumas coisas podem mover os preços para cima ou para baixo, por exemplo:

    • Notícias boas e ruins para a empresa, setor ou país
    • Crises políticas ou econômicas ou o fim dessas crises
    • Dividendos e juros sobre capital próprio
    • Perspectiva de alta ou queda nos lucros futuros
    • Fusões e aquisições
    • Quebra de empresas
    • Guerras, ataques
    • Indicadores econômicos (inflação, juros, PIB, desemprego, etc)
    • Decisões sobre juros(aumento, estável ou diminuição)
    • Indicadores setoriais(indústria, comércio, serviços)
    • Preços de commodities (principalmente petróleo e minério de ferro)
    • Aumento e diminuição de impostos
    • Reformas econômicas
    • Aumento ou diminuição do risco
    • Diminuição ou aumento do endividamento
    • Calotes em dívidas de empresas ou países
    • Venda de ativos nas empresas
    • Eleições
    • Etc.

    Tudo o que acontece tem algum impacto nos preços, no mundo todo, fazer qualquer tipo de previsão ou tentar explicar porque algo subiu ou caiu é muito difícil, o número de variáveis é muito grande e está mudando o tempo todo. E quanto maior o tempo, maior a chance de errar fazendo qualquer tipo de previsão, o futuro é muito incerto. E nada garante que o passado será igual ou parecido com o futuro, tudo pode mudar, de forma lenta ou rápida.

    Tributação de dividendos pode prejudicar investimentos

    Tem surgido umas notícias nos últimos meses sobre a ideia de tributar dividendos(atualmente eles são isentos, mas os juros sobre capital próprio não) talvez afete negativamente o preço das ações que distribuem mais dividendos, não só elas, todas, afinal no Brasil todas as empresas da bolsa são obrigadas a distribuir pelo menos 25% dos lucros. 

    Essa obrigação dos 25% nem devia existir, isso significa que elas só podem reinvestir no máximo 75% dos lucros, seria melhor se as empresas pudessem reinvestir quanto os acionistas(os donos das empresas) decidissem que deve ser reinvestido(qualquer valor de 0% até 100% dos lucros). Se muitas empresas decidirem investir mais isso poderia até gerar milhões de empregos no futuro e mais potencial de crescimento para as empresas, ou seja, mais lucros futuros e também mais impostos. Em outros países várias empresas não distribuem dividendos e reinvestem todo ou grande parte do lucro, beneficiando a todos.

    De modo geral, se se concretizar essa tributação, seria ruim para todo mundo, empresas, ETFs, fundos imobiliários, investidores. Talvez o mercado já esteja até precificando parte disso, é tanto imposto nesse país que mais um poderia piorar mais ainda as coisas, em cenário de crise o ideal seria diminuir impostos para estimular consumo e investimentos, não aumentar.

    Se isso se concretizar provavelmente o ETF mais afetado seria o DIVO11 pois ele segue o Índice Dividendos, que investe nas 25% melhores pagadoras de dividendos da bolsa de valores.

    Os fundos imobiliários também seriam impactados pois um dos grandes atrativos desse tipo de investimento é a isenção sobre os dividendos, os rendimentos mensais cairiam, e como rendimentos são o principal fator desses fundos, o valor deles poderia cair também. Como fundos imobiliários são obrigados a distribuir pelo menos 95% dos lucros, o impacto neles talvez seja maior ainda do que em empresas.

    É possível usar índices para facilitar a escolha de ações

    Dá trabalho buscar em que investir, só na bolsa de valores brasileira são cerca de umas 300 empresas. Uma forma de facilitar a vida é usar índices, cada um tem uma metodologia diferente, e aí por exemplo se a pessoa está buscando por empresas pequenas, ver quais ações estão no índice de small caps e depois ir filtrando por outros critérios, e assim por diante.

    Existem diversos índices teóricos, de elétricas, de commodities, do setor de consumo, financeiro, de dividendos, tamanho da empresa, governança, liquidez e outros.

    Algumas empresas pertencem a mais de um índice, aí por exemplo se a pessoa busca uma empresa que tenha muita liquidez e que pague bons dividendos poderia buscar empresas que estão, ao mesmo tempo, nesses dois índices.

    Maior ETF do mundo vale cerca de R$ 750 bilhões, no Brasil, R$ 2,6 bilhões

    O ETF americano SPY que segue o índice S&P 500, tem cerca de R$ 756 bilhões em valor de mercado. Já no Brasil, o maior ETF é o BOVA11, que segue o Ibovespa, e seu valor de mercado é de R$ 2,6 bilhões.

    Nosso mercado de ETFs ainda é muito pequeno. A diferença entre os maiores acima é de cerca de trezentas vezes, ou, colocando em porcentagem, o nosso maior é cerca de 0,3% do maior do mundo.

    No futuro isso tende a mudar, os ETFs tendem a ganhar popularidade, se somar tudo é um mercado trilionário no mundo, são trilhões de dólares investidos via ETFs. Por enquanto o valor de mercado da soma de todos os ETFs no Brasil é algo em torno de 5 bilhões de reais, ainda dá para crescer muito.

    A variedade de ETFs disponíveis tende a aumentar com o tempo, existem ETFs de commodities como ouro, alavancados, de volatilidade, de países, de setores, de conjunto de países, ETFs de tudo o que você imagina com as mais variadas metodologias, alguns pagam dividendos, alguns não. Por enquanto no Brasil temos cerca de 10 opções de ETFs disponíveis para investir.

    Relação entre dólar e índice nos ETFs do S&P 500 negociados no Brasil

    Os ETFs que seguem o índice americano S&P 500 no Brasil(IVVB11 e SPXI11) se valorizam quando o índice americano sobe e se valorizam quando o dólar sobe. A grosso modo, as relações entre dólar, índice e resultado da rentabilidade desse tipo de ETF pode ser demonstrada pela tabela abaixo:

    sp500

    Além de serem usados como investimento é possível usar esses ETFs como proteção(hedge) de parte ou de toda a carteira de investimentos porque quando índices brasileiros caem geralmente o dólar sobe e beneficiam esses ETFs, mas se for fazer isso tem que ficar atento com essas relações acima para não perder dinheiro.