IBrX 100 superou Ibovespa nos últimos anos

IBRX100

*Dados até 24/mar

O Índice Brasil 100, carteira das 100 ações mais negociadas, superou o Ibovespa em quase todos os últimos anos. Claro que ambos os índices tiveram alguns anos ruins por causa da crise no Brasil e queda das commodities, mas mesmo assim o índice se saiu melhor devido à sua maior diversificação. O ETF BRAX11 segue esse índice.

Para comparação, veja os 3 maiores ativos de cada índice de acordo com seu peso em carteira:

Ibovespa

  • ITUB4 – 11,289%
  • BBDC4 – 7,992%
  • ABEV3 – 7,311%

Soma dos 3 maiores – 26,592%

IBrX 100

  • ITUB4 – 10,244%
  • BBDC4 – 7,253%
  • ABEV3 – 6,635%

Soma dos 3 maiores – 24,132%

Como cada ação da carteira tem um peso menor, o risco de cada ação sobre o total é menor no IBrX 100. Atualmente o Ibovespa tem em carteira 59 ações, o IBrX 100, 100 ações. Uma diversificação maior ainda ocorre no índice americano S&P 500, que possui atualmente 505 ativos em carteira, sendo o maior ativo representando apenas cerca de 3,5% do total.

Rentabilidade dos índices brasileiros

Os índices são carteiras teóricas de ações, cada um tem uma metodologia e é útil acompanhar o desempenho deles pois os ETFs se baseiam neles, por isso eles têm rentabilidade muito próxima a cada índice que eles acompanham. Rentabilidade percentual anual dos principais índices brasileiros que têm ETFs disponíveis para compra:

RENT

*Dados até 24/mar

ETFs de cada

IBOVESPA BOVA11, BOVV11
IBrX-50 (50+negociadas) PIBB11
IBrX-100 (100+negociadas) BRAX11
SMALL (Small Caps) SMAL11
IDIV (Dividendos) DIVO11
IFNC (Financeiro) FIND11
IMAT (Materiais Básicos) MATB11

Dados: http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/servicos/market-data/consultas/dados-de-mercado/

Pessoas físicas saindo da Bolsa

pessoafis
Percentual de pessoas físicas no volume total

A Bolsa tem caído nas últimas semanas, acredito que seja esse o motivo que afugentou os investidores. Esse gráfico é interessante pois mostra uma debandada nos últimos meses das pessoas física na Bolsa, em janeiro as pessoas físicas representavam 20% do volume, agora apenas 16,8%. Outras participações em março de 2017:

  • Estrangeiros: 52,8%
  • Institucionais: 25,2%
  • Instituições financeiras: 4,4%
  • Empresas: 0,7%

Dados: http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/servicos/market-data/consultas/dados-de-mercado/

O medo do aumento de impostos

pato
O pato da FIESP está de volta, símbolo da campanha contra o aumento de impostos.

Há alguns meses atrás viam uma possibilidade de aumento nos impostos, agora, aparentemente, parece existir quase uma confirmação desse aumento. Só não se sabe:

  • Quais impostos subirão?
  • Quanto será o aumento?
  • Quais setores terão aumento?
  • Quanto tempo vai durar esse aumento?
  • Qual o impacto que isso vai ter?
  • Quem vai ser mais prejudicado?

Algumas entidades já se manifestaram contra, a principal a FIESP, que novamente está com a campanha “Não Vou Pagar o Pato“.

Nos EUA está a situação oposta, espera-se que o governo cumpra promessas de campanha e diminua os impostos, se isso realmente ocorrer(pode dar tudo errado, não há ainda como saber) vai beneficiar bastante o mercado americano.

5 coisas essenciais antes de comprar uma ação

Cada um tem um método e segue alguns princípios, eu recomendaria antes de comprar ações focar sua atenção em:

  1. Pesquisar quem são os sócios majoritários
  2. Evitar empresas envolvidas em corrupção e escândalos
  3. Ver quanto é o Dividend Yield(DY)
  4. Ver quanto é o Payout
  5. Ver quanto é o P/L

O P/PVPA não é tão importante pois se o ROE for alto esse múltiplo também será alto, ele é mais útil para comparar empresas do mesmo setor. Sim, isso dá um pouco de trabalho. Para facilitar você pode usar stock screeners mas nem sempre os dados que eles mostram estão corretos ou atualizados. Se não sabe exatamente qual empresa investir no momento(o que ocorre com grande frequência) mas quer ter parte da carteira em renda variável uma coisa que pode ser feita é escolher um ou mais ETFs.

Minério de ferro e tendências

ferro
Projeção de preços do minério de ferro – Fonte: FMI

Fui pesquisar sobre o preço do minério de ferro e achei via site Indexmundi os dados acima. Eles têm relação direta com o Ibovespa pois uma parte considerável é de mineração e siderúrgicas e esses preços explicam parte dos movimentos da nossa Bolsa. Nota-se que os preços caíram em 2015 e prejudicaram bastante o Brasil, a gente exporta muito minério de ferro, e de 2016 em diante os preços voltaram a subir, nos beneficiando.

Parece um pouco preocupante essa projeção futura de queda, já vi em vários sites sobre isso, em parte porque estão projetando um crescimento menor da China no futuro. Isso pode prejudicar um pouco nossas empresas de mineração, siderúrgicas, o Brasil e, é claro, a Bolsa. Mas um fator que tranquiliza é que atualmente os setores de mineração e siderúrgico são cerca de 12% do Ibovespa. Se confirmada a queda, provavelmente afetará mais o ETF focado em commodities, o MATB11, o que abriria uma oportunidade de compra futura já que estaria mais barato. Abaixo, as empresas e setores do Ibovespa relacionados ao minério de ferro:

Mats Básicos / Mineração BRAP4 BRADESPAR PN N1 221.534.039 0,449 9,699
VALE3 VALE ON N1 1.469.393.963 4,093
VALE5 VALE PNA N1 1.945.602.385 5,157
Mats Básicos / Sid Metalurgia GGBR4 GERDAU PN N1 857.256.090 0,954 2,023
GOAU4 GERDAU MET PN N1 599.013.041 0,307
CSNA3 SID NACIONAL ON 601.219.554 0,570
USIM5 USIMINAS PNA N1 481.382.726 0,192

Algumas boas notícias 📈

O Brasil está melhorando, devagar mas está indo em uma boa direção. Algumas notícias positivas dos últimos tempos:

  • Mini-reformas pontuais
  • Corte de gastos públicos
  • Concessões de aeroportos
  • Terceirização
  • Desburocratização de exportações

Isso tudo somado à reformas que podem(espero que sejam) ser aprovadas vão fazer o Brasil voltar a crescer, gerar empregos e fazer ações, ETFs, títulos públicos e fundos imobiliários subirem. Demora, não é algo que vai ser resolvido de uma hora para outra, mas há esperança sim. Se não surgir nenhuma má notícia externa a tendência é o nosso mercado subir nos próximos meses e anos.

Alguns possíveis eventos externos que teriam um efeito bem negativos no curto prazo seriam:

  • Fim do Euro(Brasil exporta para a Europa)
  • Guerra comercial e/ou monetária entre EUA e China(Brasil e China são grandes parceiros comerciais)
  • Guerra na região do sudeste asiático ou no leste europeu

A chance desses acontecimentos ocorrerem é bem pequena, mas é sempre bom ficar atento às notícias externas pois podem afetar diretamente o Brasil. Sempre saudável lembrar de diversificar para não se prejudicar caso ocorram.

Maiores setores que cada ETF investe

Para ETFs os setores são mais importantes que empresas individuais. Como são carteiras bem diversificadas cada ação não tem tanto peso individual, isso reduz muito seus riscos pois se uma empresa passar por dificuldades ela terá um impacto muito pequeno nos rendimentos do ETF.

Devido ao balanceamento automático de carteira dos ETFs, uma empresa ou setor que entrem em crise terão cada vez menos participação na carteira, pois o critério para definir quantos % cada ação terá em carteira é o valor de mercado(preço multiplicado pela quantidade de ações) que cada ação tem.

Vou listar a seguir, obviamente, apenas os ETFs que não investem em um único setor. Principal setor de cada:

  • PIBB11, BOVA11, BOVV11, BRAX11, DIVO11, ISUS11, ECOO11 : Financeiro
  • SMAL11: Consumo
  • IVVB11, SPXI11: Tecnologia

Empresas semiestatais na BM&FBovespa

Se você pesquisar pelas empresas e no site da BM&FBovespa, vai ver que o governo pode exercer influência em várias delas(para o bem ou para o mal), pois detém pequenas e grandes participações em ações em várias dessas empresas, ou seja, participam dos conselhos de administração e das decisões em maior ou menor grau e, em algumas, tem apenas ações preferenciais(PN).

Além das várias estatais negociadas em Bolsa que os controladores são ou do governo federal ou estadual ou uma mistura dos dois, algumas empresas têm o governo como acionistas, por exemplo:

  • Vale
  • Itausa e Itaú
  • Bradesco
  • AmBev
  • Ultrapar
  • Cielo
  • BM&FBovespa
  • Fibria
  • Suzano
  • BRF
  • JBS
  • Marfrig
  • AES Tietê
  • CPFL
  • TOTVS
  • Marcopolo

    Existem várias outras, a lista acima é apenas de algumas. Procure sobre fundos de pensão e BNDESPar na internet que você acha mais outras, são muitas as empresas com alguma ou muita influência estatal.

    A maior vantagem dos fundos imobiliários é a sua maior desvantagem

    pexels-photo-290151Fundos imobiliários(FIIs) estão se popularizando porque pagam todo mês bons dividendos, algo em torno de 8 a 10% ao ano e são isentos de Imposto de Renda, ou seja rendem pelo menos algo em torno de 0,6% a 0,8% ao mês já livre de imposto, isso os bem geridos. Mas essa não é a maior vantagem, a maior vantagem é distribuir 95% do lucro.

    Mas qual a desvantagem? A desvantagem disso é ter apenas 5% em caixa ou investir apenas esses 5%, diminuindo as possibilidades de expansão e compra de novos imóveis e futuras valorizações do patrimônio e, consequentemente, nas cotas.

    FIIs dos EUA distribuem 90% dos rendimentos

    Nos EUA eles distribuem 90% dos rendimentos, ou seja sobram 10% ao ano para usar em novos investimentos e expandir. Isso não acontece no Brasil. Cada FII funciona como uma empresa, e empresas listadas na Bolsa são obrigadas a distribuir pelo menos 25% dos lucros, nos FIIs é 95%(essas porcentagens são o payout). As boas empresas crescem mais porque reinvestem até 75% dos lucros recebidos naquele ano, já os FIIs só poderão investir 5% do lucro por ano, 15 vezes menos.

    Mas o que isso significa? Significa que no longo prazo as boas empresas de crescimento tendem a aumentar muito mais de valor que os bons fundos imobiliários. Se quer aumentar o seu patrimônio não invista somente em fundos imobiliários pois eles possuem essa limitação, mesmo nos EUA, esses 10% livres para reinvestir são pouco. Fundo imobiliário é, na maioria dos casos, para gerar uma boa renda mensal, se quer crescimento de patrimônio é melhor investir em ações, ETFs e outros ativos que se valorizarão com o tempo.